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Entidades pedem banimento do Grok após geração de imagens sexualizadas de menores

Em meio a uma onda global de críticas e investigações sobre ferramentas de inteligência artificial que geram conteúdo manipulativo e sexualizado, organizações brasileiras formalizaram pedidos para que o Grok, assistente de IA integrado à plataforma X, seja banido no Brasil por produção de imagens sexualizadas de crianças e adolescentes. No dia 15 e 16 de janeiro de […]

anvint04 de fevereiro de 2026
Entidades pedem banimento do Grok após geração de imagens sexualizadas de menores

Em meio a uma onda global de críticas e investigações sobre ferramentas de inteligência artificial que geram conteúdo manipulativo e sexualizado, organizações brasileiras formalizaram pedidos para que o Grok, assistente de IA integrado à plataforma X, seja banido no Brasil por produção de imagens sexualizadas de crianças e adolescentes.

No dia 15 e 16 de janeiro de 2026, o Partido dos Trabalhadores (PT) encaminhou ofício à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça, solicitando a adoção de “medidas administrativas e legais” para bloquear ou proibir o uso da ferramenta em território nacional. A demanda ocorre após relatos e evidências de que a IA tem sido usada para gerar imagens manipuladas de pessoas reais, inclusive de menores de idade, em contextos sexualizados e sem consentimento.

Paralelamente, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) protocolou denúncia junto à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), pedindo a suspensão imediata do Grok, sob alegação de que o modelo da IA expõe usuários, especialmente crianças e adolescentes, a riscos inaceitáveis à sua privacidade, dignidade e segurança digital.

O pedido dos grupos políticos e civis ressalta que tais práticas configurariam violações graves de direitos fundamentais, incluindo a proteção integral de crianças e adolescentes, a honra, a imagem e a intimidade das pessoas. As entidades também afirmam que o ordenamento jurídico brasileiro possui instrumentos suficientes para a adoção de medidas cautelares, incluindo suspensão ou bloqueio do serviço, sem prejuízo da necessidade de análise mais ampla sobre a regulação da IA.

O debate no Brasil espelha um movimento internacional mais amplo. Autoridades em diversos países vêm intensificando a supervisão sobre o Grok e ferramentas similares de IA após relatos de geração não consensual de deepfakes sexuais, especialmente envolvendo menores. Reguladores na União Europeia, no Reino Unido e nos Estados Unidos lançaram investigações formais sobre a ferramenta, avaliando violações de direitos, segurança digital e disseminação de conteúdo prejudicial.

Empresas de tecnologia e governos têm discutido ajustes técnicos, restrições de funcionalidade e exigido mecanismos mais robustos de moderação e verificação de idade. Apesar de a X ter anunciado limitações às capacidades de edição de imagens em sua plataforma, críticos apontam que as salvaguardas ainda são insuficientes diante do potencial de abuso da tecnologia.

O caso reforça a urgência de políticas claras de governança de IA que protejam direitos humanos, especialmente no que tange à proteção de dados, dignidade de crianças e adolescentes e à responsabilização dos provedores de tecnologia quando suas ferramentas facilitam abusos. A eventual intervenção da ANPD e do Ministério da Justiça pode representar um marco importante para a proteção de usuários no ambiente digital brasileiro frente aos desafios impostos pelo avanço de sistemas generativos de inteligência artificial.

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